
Não se preocupa. As coisas são assim mesmo, uma hora dá certo e a outra não. Mas do nada a felicidade chega e você até esquece que já deu errado um dia, é só ter paciência e fé. — Fernando Engelberg

Eu não quero você longe, sabe? Eu prefiro ter você aqui bem perto. Pra gente ficar por horas conversando até pegar no sono e acordar com o sol na janela. Quero abrir os olhos e te ver, chegar perto e beijar você … sentir seu cheiro. Mas não demora amor, eu sei que a gente tem uma vida toda pela frente, mas chega de distância, quero você aqui. — Engelberg

Chega ser absurdo o tamanho do amor que eu sinto aqui dentro, e sabe, é todo por você. Engelberg

— Ela: Calma, não precisa fugir. Eu não vim pedir pra voltar, eu só queria brigar com você. Vem aqui, vamos lutar. É, brigar, de porrada mesmo. Não igual daquelas vezes eu eu tentava te morder, você me pegava na cintura, me colocava na cama e me beijava depois de sorrir dizendo que meus olhos eram lindos. Dessa vez é briga séria. Se eu ganhar de você, você me dá seu coração de recompensa. Eu tô falando sério, olha pra mim, não ri. Ou ri, o som da sua risada é melhor que a playlist de mais tocadas do meu celular. Calma, eu ainda não falei o que queria. Você me deixou. Doeu mais do que todas as injeções que eu já tomei, mas eu suportei. Depois você me ignorou, doeu mais que todas as injeções e joelhos ralados, mas eu também suportei. E agora você tá segurando na mão de outra, brincando com os dedos dela e apertando forte pra irritar a garota. Não faz isso. Você fazia isso comigo. Não oferece brigadeiro na colher pra ela e depois passa na cara dela. Nem leva ela pra passear na praia e a joga de roupa no mar. Para. Você não pode segurar a mão dela enquanto dirige, nem disputar com ela porque vocês tem times diferentes. Sabe, eu não quero ver vocês passando na rua e você empurrar ela pra estrada e depois a segurar. Não quero você com ela no mesmo balanço. Ou que você a beije a testa. Não olha pra ela com sua cara de bobo. Não abraça ela na frente dos meninos que olharem pra ela. Não faz assim. Não manda ela comer, não manda. Não cuida dela, não dá atenção pra ela. Não fica com ciúmes dela. Não troca meu perfume doce pelo perfume azedo dela, não, não faz isso. Ela de vermelho fica tão bonita quanto você achava que eu ficava? Não responde que sim. Por favor. Olha, eu sei que ela tem um corpo melhor que o meu… Mas sabe a academia ali perto de casa? Eu vou. 5 vezes por dia. Você quer que eu more ali? Eu moro. Você ria dos meus esmaltes coloridos, mas gostava. Aquele preto básico na unha dela é tão sem graça. O cabelo liso dela, eu sei que é bonito. Mas você gostava tanto de brincar com os meus cachinhos. O cachorro dela é todo arrumadinho, cheiro de lacinho e o meu tão jogado… Mas até ele sente sua falta. Olha, eu… Desculpa. Você continua sendo um panaca, eu aqui falando e você ai mexendo nesses filmes… Perca de tempo. Já deveria saber
— Ele: Eu to escolhendo o filme que eu e você vamos ver essa noite, se caso você aceitar a ser minha namorada de novo. (p.s)

Mas, meu bem, nós sobrevivemos em torno desses desencontros constantes, agarramo-nos nas aparências que nos contornam, mas nós dois sabemos da verdade. Não somos fortes. Eu sou um vaso de porcelana e tu és aquele que me destrói, não percebendo que é tão frágil quanto eu. Teu orgulho te devora e meu amor-próprio me consome. Então ficamos assim, distantes.
E agora te vendo em frente a minha porta – esperando que eu apareça para te puxar para dentro, fingindo que nada está acontecendo, voltando para os meus braços para quando sair, esquecer que significamos alguma coisa – consigo perceber o quanto nos perdemos. Veja só o que viramos, quase desconhecidos.
— Por que a demora para me atender? — Tua voz falha adentra por meus ouvidos, desestabilizando a pouca sanidade que me restou. Teu sorriso destrói todas as minhas resistências.
— O que te traz aqui? — Tentei ser indiferente quanto a tua presença.
— Você, oras. — Teu sorriso sempre me desestabiliza. Sempre acaba com todos os meus planos de dessa-vez-eu-não-ire-dar-moral.
— Eu não aguento mais. — Minha voz não obtém o tom que eu gostaria. Queria impor, quando na verdade, tudo o que pareceu, foi uma lamentação sofrida demais.
— O quê? — Teus olhos impactantes aumentam de tamanho.
(Como assim, o quê? Ainda pergunta? A história é sempre a mesma, garoto. Você passa uma noite envolto a meus lençóis, diz juras de amor, e na manhã seguinte não se encontra mais aqui.)
— Nós dois. — Meu coração está em pedaços, vendo-te aqui, prestes a me tomar em teus braços novamente, e eu relutando. Afastando-te. Quando todo o meu corpo clama pelo teu nome. Vai ser melhor assim.
— Eu preciso repetir quantas vezes, que não há nada nesse mundo que eu ame mais do que você? — Tua expressão agora, transpassa irritação.
— Tanto faz. — Sussurrei, quando todo o meu organismo queria esticar-se ao chão e chorar.
— Eu não aguento tua indiferença.
— Eu não aguento continuar assim.
Silêncio.
Meu coração dando a impressão de querer parar de bater a qualquer momento. E teu sorriso perdendo o brilho e teus olhos a cor deslumbrante.
— Eu daria tudo para ser o suficiente para você. — Tua voz causa-me náuseas, tuas mãos se esquivam tentando ficar longe de meu toque, teus olhos desviam dos meus.
(Eu também. Eu também gostaria que tudo fosse diferente. Que tuas atitudes não me afetassem tanto assim, que tua distância não me incomodasse. Gostaria que tua frieza não significasse nada e que tua indiferença não me cortasse.)
— Nós não nos bastamos. Você sabe. As coisas mudaram. — Meu deus, como perceber isso me destrói. Acaba-me de tal forma onde passo a não ter expectativas para o dia de amanhã. Nós costumávamos ser um só. Tua presença era constante. Tuas palavras pareciam ser reais. E agora…
— Eu sinto muito. — Teus olhos vão parar em teus pés.
(Não. Você não sente. Caso sentisse, as coisas poderiam tomar outro rumo. Você está deixando nós nos perdermos. Tu não quer mudar, essa é a verdade.)
— Eu também.
Silêncio.
Esse que perturba até os fios de cabelo. Esse que te faz repensar na vida inteira durante frações de segundos. Que consegue transmitir o que mil palavras não conseguiram. Esse mesmo que, escancara na tua frente: Aqui é o fim.
— Mas nós podemos mudar.
— Só por hoje. Só até você cansar da estabilidade que nos contorna e dar no pé. Quantas vezes tu disseste isso? Quantas vezes pediu desculpas pelas lágrimas que eu ousei derramar, e no dia seguinte cometeu os incontáveis erros novamente? Eu cansei, garoto. Cansei de fingir estar tudo bem, quando o meu peito explodia de dor. Só isso.
— Não fale assim. Você me destrói. — Tua voz perde a sincronia; sai rouca e falha. Meu coração quer parar de bater.
— Você já me destruiu. Virei pó. — Todos os sinais de força que eu possuía, foram jogados abruptamente para o alto. Soluços atrapalhavam minha fala. Lágrimas escorriam de meu rosto. E meus olhos desviavam de qualquer coisa que tenha ligação a você.
— Não somos mais os mesmos. — Toda a tua aparência contida foi abalada. Percebi. E doeu.
Apenas assenti.
Não havia mais o que falar. De qualquer forma, o silêncio sempre falou mais alto do que qualquer palavra sorrateira.
— Eu não consigo ficar sem você. Não consigo fingir que te superei, quando todo o meu peito implora por um pouquinho mais de ti. Dói tanto, garota. Tanto. Nunca me apeguei tanto a alguém, e agora você quer ir embora? Quer me deixar, sendo que ainda temos tanto pela frente. — Respira fundo. Não chore. Tua voz soa tão desesperada.
— Por que, quando teve oportunidade, não me provou que eu deveria permanecer? — Mais lágrimas.
— É preciso? Meu Deus, não faça isso comigo! Ainda é necessário te provar o quanto eu preciso de você? — Ira. Desespero. Sofrimento. Quanto um suspiro pode demonstrar?
— Você não percebeu que estava me perdendo. Acho que isso significa alguma coisa. — Minha voz saiu baixa, quase como um sussurro. Doía tanto.
— Eu sei que nunca te mereci. Mas, não me deixe. — Por que tem que ser tão difícil?
(Por que só agora você vem? Só quando eu estou prestes a desistir. Quando minhas forças cessaram. Por que não permaneceu ao meu lado, todo o tempo? Por que não agüentou o meu choro doído nos dias de solidão? Por quê? A gente se perde. Se encontra. Se desencontra. E mesmo assim, eu persisti. Mas agora, meu amor, eu simplesmente não consigo mais acreditar numa mudança. De qualquer forma, você nunca provou que isso era possível. Sempre desfez tuas promessas.)
— Eu não consigo. — Eu estava completamente abatida e isso me deixava levemente assustada.
— O quê? — Você respirou fundo.
— Te deixar. — Mais lágrimas. Mais soluços. Mais dor.
Teus braços transpassaram por meu corpo, e eu conseguia ouvir o teu coração. Ele batia no mesmo ritmo que o meu.
(Talvez nós continuávamos sendo um só. Talvez.)
— Me desculpe.
(Era possível? Esquecer. Apagar.)
— Eu te amo. — Fui fraca. Mais uma vez.
— Diga que me desculpa! — Risos. — Eu também te amo. — Beijo na testa.
(Mas é assim mesmo. Não importando o quanto tu me faz mal, eu não consigo desistir. Já me acostumei. Você é uma droga, garoto. Eu sinto tanto, por chegarmos a essa estaca. Onde a dor passa a ser decisiva. Onde o martírio nos alimenta. Por que, amor? Por que deixamos as coisas chegarem a esse ponto?)
— Promete ficar ao menos até amanhã? — Minha voz um tanto abatida sussurra.
— Para sempre, pode ser? — Teus braços apertam-me mais ainda.
— Pode.
Mas nós dois sabíamos. Isso não era possível. Talvez daqui a dois dias, três, quem sabe, você já estava livre novamente. E iria voltar. E eu iria te aceitar. E assim as coisas iriam prosseguir.

Hoje eu senti falta do seu abraço, do seu sorriso, do som da sua voz. Senti sua falta não só hoje, mas sim todos os dias, horas, minutos e segundos que você esteve longe de mim. Meu corpo está aqui, porém meus pensamentos não, eles estão em qualquer lugar que você esteja. A partir do momento em que acordo, até a hora que vou dormir fico a espera de uma mensagem, ligação ou qualquer sinal de que você também andou pensando em mim. E cada gesto, por menor que seja, é o motivo do meu sorriso. (Gabriela Custodio)

Eu não quero você longe, sabe? Eu prefiro ter você aqui bem perto. Pra gente ficar por horas conversando até pegar no sono e acordar com o sol na janela. Quero abrir os olhos e te ver, chegar perto e beijar você … sentir seu cheiro. Mas não demora amor, eu sei que a gente tem uma vida toda pela frente, mas chega de distância, quero você aqui. — Fernando Engelberg